sexta-feira, 17 de agosto de 2012

The Canterbury Tales & a história da mulher de Bath


Os Contos de Canterbury (The Canterbury Tales) é uma obra da literatura medieval inglesa, de Geoffrey Chaucer, que permanece meio inacabada. Pode-se dizer que antes de William Shakespeare dar uma guinada na língua e literatura inglesas no século XVI, quem revolucionou primeiro, no século XIV,  foi Chaucer. É ele quem resgata a beleza e a poética da língua inglesa através de seus textos - tal beleza esquecida após 3 séculos de dominação do francês e do latim na corte. E o faz da seguinte forma: na obra, um grupo de pessoas segue para uma peregrinação até a catedral da cidade religiosa de Canterbury; porém, para passar o tempo pois a viagem é longa, é proposto ao grupo que cada um conte histórias. Chaucer tem a preocupação de não dar nomes aos personagens e apenas os identifica segundo suas ocupações na sociedade medieval; deste modo temos o cavaleiro, o mercador, o moleiro, o vigário, o médico etc.


Mas a história que eu acho bem interessante, para não dizer inusitada, é aquela contada pela "mulher de Bath" - no grupo ela representa as mulheres viúvas; ao herdar a fortuna dos maridos que teve, torna-se uma poderosa comerciante da cidade litorânea de Bath, gozando desta forma de uma certa independência, coisa rara para a época...Conto agora para vocês a história da Dama Repugnante, ou como se diz em inglês medieval, The Loathly Lady:

 

Nos tempos do rei Arthur, um de seus cavaleiros não resistiu à beleza de uma donzela e raptou-a; tal ato era considerado reprovável e punido com a pena de morte, mas a rainha Guinevere resolveu interferir e pediu ao rei que deixasse que ela e suas damas de companhia julgassem o cavaleiro e escolhessem a pena mais justa. A rainha propõe uma alternativa à pena de morte: diz ao cavaleiro que ele saia à procura da resposta para a seguinte pergunta: o que as mulheres mais desejam na vida? Ele tem 1 ano e 1 dia para cumprir sua missão. 


Desnorteado, o rapaz aceita a tarefa mas durante esse prazo ouve muitas respostas diferentes sobre o que as mulheres mais desejam: algumas querem o amor, outras o dinheiro, outras a beleza, outras a glória. No fim do prazo, já no caminho de volta à corte, e sem chegar a uma conclusão, o cavaleiro se depara com várias jovens dançando na floresta. À medida que se aproxima, observa que as jovens se afastam restando apenas uma velha feia e repugnante. Ele se dirige a ela contando seu suplício e a senhora lhe dá a tão sonhada resposta, mas não sem antes firmar um acordo: ela lhe pedirá algo que ele deve fazer, algo humanamente possível. O rapaz aceita, ambos seguem juntos para a corte e lá o cavaleiro reproduz, em alto e bom som, o que desejam as mulheres: mandar em seus maridos!


E o que a velha pede em troca? Que o cavaleiro se case com ela! Ele lhe oferece dinheiro, porém ela diz que só quer amor....Eles se casam e na noite de núpcias, revoltado, o rapaz humilha sua esposa dizendo que agora está desgraçado por ter se casado com uma mulher horrível e ainda por cima de sangue plebeu...Mas aí entra a inteligência da mulher: a velha diz que ele, que se diz tão nobre, age tão indignamente; que a nobreza está nos gestos e no caráter e não nas origens; e que dali em diante ele tem duas opções: tê-la como esposa fiel e bondosa porém velha e feia, ou tê-la como uma mulher bela porém estúpida e inconsequente...


E para nossa surpresa, o cavaleiro diz que a esposa deve escolher o que ela acha mais correto para ambos rsss Como a mulher é uma fada, ela escolhe ficar bela e bondosa para o marido...e os dois vivem felizes para sempre em harmonia - mas só porque ele resolve obedecê-la! Agora me digam se essa história não é bem ousada para a época, hein? É por isso que admiro Chaucer: no meio de mais de 80 histórias, ele reservou uma para exaltar a inteligência e o poder de persuasão femininos...em plena Idade Média!


  

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Look de noite!

Fui semana passada a uma colação de grau em que tive a honra de ser paraninfa da turma de Letras com habilitação em Língua e Literaturas de Língua Inglesa ;) chic! Escolhi o look a partir da saia transparente, que já não é mais nem tendência rsss Mas aí, vale lembrar a tal da proporção: se a saia já era transparente, a blusa deveria ser mais discreta. Escolhi o tom de verde pois além de ser uma cor que me favorece muito, é diferente!




E se eu disser que a saia e a blusa nem tem grifes? kkkkk Comprei aqui em Caxias rsss Mas tá valendo né? É porque às vezes as pessoas acham que pra ser elegante tem que comprar roupas caras, de grife, mas aí depende claro, do seu poder aquisitivo R$! No meu caso, preferi investir nos brincos, anel e bolsa estilo clutch - meu fraco são  mesmo os acessórios...:))



terça-feira, 31 de julho de 2012

Para Roma com amor


Para Roma com amor (2012) é mais uma daquelas charmosas comédias de Woody Allen - mas sem esquecer o humor com carga pessimista que lhe é tão peculiar :) O filme conta com um elenco igualmente charmoso e multicultural (como Penélope Cruz, Roberto Benigni e Ellen Page) e narra 4 histórias que ocorrem simultaneamente na cidade de Roma. 


Um casal de jovens americanos que namoram e estudam Arquitetura em Roma recebem a triste amiga americana para passar umas férias - logo instaura-se um provável triângulo amoroso; 2 jovens italianos recém casados se perdem em Roma e cada um experimenta uma tentação amorosa - o marido com uma bela prostituta e a esposa com um belo astro de cinema; uma americana de férias em Roma se perde na cidade mas encontra o amor na figura de um belo italiano - com o noivado e a apresentação das duas famílias, surge uma dúvida: será que o amor resistirá às diferenças culturais? 


E a última história constitui o eixo filosófico do filme, que carrega uma crítica severa à indústria da mídia e à banalização das celebridades instantâneas - Leopoldo é um homem comum que em um dia também comum é alçado a fama; sem entender muito bem no início qual sua importância para as outras pessoas, ele logo se acostuma com os benefícios de "ser famoso"...  

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Look de shopping

E por aqui meus amores, quando a gente quer espairecer um pouco, vamos ao shopping em Teresina! Caxias (MA) fica a 1h da capital piauiense, por isso às vezes compensa dirigir até lá para passar a tarde no shopping. Sendo assim, este foi meu look:




Bolsa comprada aqui mesmo em Caxias...rsss


O rabo de cavalo fui eu que fiz (tenho que me virar né?)


E ando investindo nos maxi colares...eles fazem uma boa diferença no look, né?






terça-feira, 24 de julho de 2012

On the road - Na estrada


Na estrada (On the road, 2012, direção do brasileiro Walter Salles) é uma tentativa bem sucedida, mas não menos difícil, de se adaptar o romance homônimo e autobiográfico do americano Jack Kerouac, um dos precursores da chamada Beat Generation. Esta geração de jovens, recém chegados aos 20 anos no início da década de 1950, busca novas experiências...as drogas e o sexo são coadjuvantes dessa necessidade premente de se conhecer o mundo, que vai além dos subúrbios americanos fadados a morrer no tão conhecido American dream...


Sal Paradise quer ser escritor. Mas como contar algo interessante ao público se ele, aos 20 anos, não conhece o mundo? Através do amigo Carlo ele conhece o ex-presidiário Dean Moriarty e a jovem e desinibida esposa deste, Marylou. Os 4 resolvem atravessar o país, saindo de  New York para chegar ao Meio Oeste, mais especificamente em Denver (Colorado). Essa é apenas uma das várias viagens que Sal empreenderá no espaço de 1 ano e meio, junto ou não com Dean e sua trupe de amigos loucos. E ele espera que o final dessa jornada resulte em seu tão sonhado romance...

 

Fugir das regras. Experimentar novas sensações. Criticar a hipocrisia social americana do pós 2ª Guerra Mundial. Era isso que os beatniks (assim chamados os poetas da Beat Generation) queriam. Nem que para isso, e para a época, tivessem que chocar as pessoas ao mostrar que amar tanto homem quanto mulher era perfeitamente possível; que a busca pelo prazer não tinha que ser algo condenável; que a liberdade de se escolher o próprio destino era real. Ler Jack Keroauc (Na Estrada), William S. Burroughs (Almoço Nu), Allen Ginsberg (O Uivo) e Joan Vollmer continua sendo libertador em pleno século XXI; compartilhar das experiências sem limites de uma geração que ousou transgredir é libertador. Indico portanto, para quem quer conhecer um pouco mais desses escritores e os primórdios desse movimento literário, outro filme bem interessante, Beat (2000):

Beat Poster

#boadiversão#


domingo, 15 de julho de 2012

Look deste fim de semana


Saí para a noite timonense (leia-se Timon-MA!kkkk) assim, com esse vestido bem gostoso da Hering, com uma estampa étnica. E descobri que tá tudo com bastante desconto na loja virtual, deem uma olhadinha por lá...:)) A bolsa vocês já viram no look anterior; não tem marca específica e comprei aqui em Caxias (MA) mesmo. Ou seja, já estou ambientada na terrinha quente kkkkk


Detalhe do pingente, de calango! 


Gente, a dica pra quem vai curtir a noite de Timon é ir no bar/restaurante Sertão de Dentro, super descolado! A decoração faz você se sentir realmente no sertão! Comida e bebida de qualidade, sempre com boa música ao vivo...


Eu tomei uns 3 drinks desses - Espanhola! Bom resto de fim de semana pra vocês!!




quarta-feira, 11 de julho de 2012

Trovando com Pero da Ponte


Não...Não vou falar aqui sobre o Trovadorismo, época literária situada mais ou menos entre os séculos XII e XIV, mas sim de uma cantiga de amor bem especial do trovador/segrel galego Pero da Ponte. Não vou colocar foto dele porque creio não existir (já que procurei muito na web e não encontrei!), mas segue abaixo a cantiga...Especial porque o eu lírico masculino que fala não quer simplesmente "servir" sua dama, a qual não corresponde sua paixão. Ele tem raiva por não ser correspondido...Ele quer magoar quem o magoou e não consegue...E tal atitude foge da regra do "amor cortês", tão característico do "trovar medieval". O amor cortês é resignado; não é exigente, se contenta apenas em "servir". Mas o amor revelado nesta cantiga não é apenas conveniente, pois percebe-se claramente a "coita", ou dor de amar...



Se eu pudesse desamar a quem só me desamou,
e pudesse um mal buscar a quem mal só me buscou!
Assim me vingaria eu,
Se pudesse mágoas dar a quem mágoas só me deu.

Mas só não posso enganar coração que me enganou,
pois que me faz desejar a quem não me desejou.
E por isso não durmo eu,
Pois não posso mágoas dar a quem mágoas só me deu.

Rogo a Deus desamparar a quem me desamparou,
ou que possa eu perturbar a quem só me perturbou.
E logo dormiria eu,
Se pudesse mágoas dar a quem mágoas só me deu.

Talvez ouse perguntar a quem não me perguntou,
Por que ela me a fez cuidar se ela nunca me cuidou.
E por isto padeço eu,
Pois não posso eu mágoas dar a quem mágoas só me deu.

Amar é arriscado sim...mas vale o risco, não é mesmo? Ou estou sozinha neste pensamento? #polêmicasàvista# rsss