domingo, 24 de março de 2019

Coluna da Aurora Elisa - Crônicas tóxicas (DOMINGO 24.03.2019)

Olá querid@s, tudo bom? Como passaram a semana? Por aqui a semana continuou recheada de toxicômanos - no sentido neurótico da coisa.

Gente, eu sou mulher e gosto de me arrumar e andar de salto etc Tudo bem feminino. Mas tô sofrendo horrores com a minha vizinha do apartamento de cima porque todo dia, às 8h da manhã,  a bicha começa com aquele toc toc infernal! Quem aguenta? Vizinhos tóxicos, essa é a questão. Quem nunca?

E outra: esse problema tem se arrastado já há um ano. Já falei com a síndica, que foi lá chamar a atenção e nada da vizinha parar de andar de salto no apartamento todo. Eu sei quando ela está na sala, no quarto, na cozinha, um inferno! Só de ouvir o barulho irritante do toc toc do salto. 

Mês passado interfonei pro apartamento dela. Toda educada - o que não é meu forte - falei:

"A senhora precisa parar, por gentileza, de andar de salto no seu apartamento, pois está me incomodando muito. Moro no 202 e não consigo dormir mais depois das 8h com esse barulho todo." E sabem o que ela me respondeu com a voz toda fanha, igual a uma atendente de telemarketing? 

"Você está equivocada, não sou eu. O barulho deve vir do apartamento de baixo." Que ódio! Queria subir com o cabo do rodo para dar na cara dela. E jogar todos os sapatos dela lá embaixo. Pelamordedeus, tortura define.

Só tem um período que o barulho melhora: quando o marido dela, que é médico e trabalha no interior, chega. Como milagre, acaba o barulho! Claro, ela não deve andar em casa para não incomodar o bendito. Quando ele passa a semana em casa, não escuto o toc toc.

Mas não foi o caso DESTA semana. Às 8h como sempre, começou o inferno do salto. Decidi agir por conta própria. Eu peguei o cabo do rodo e bati no teto, insistentemente. Ela andava na sala, eu cutucava com o rodo; ela ia pro quarto, eu cutucava com o rodo; e por aí vai. Vocês acham que sou louca? 

Se funcionou? Claro, funcionou. Vai ser assim agora: barulho por barulho. Dente por dente. E agora o rodo dorme no meu quarto. Virou minha arma doméstica.

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